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25 de junho de 2014

REFLEXÃO DA SEMANA : TEMPERANÇA E MÍDIAS SOCIAIS

Recebo semanalmente emails do PADRE PAULO M. RAMALHO falando de temas atuais e importantes e sempre que acho que suas reflexões serão do agrado de vocês, posto aqui.
Essa última achei especialmente interessante, pois fala de uma coisa tão presente em nossas vidas atualmente : As mídias sociais e o tempo que ela nos " rouba " da vida real. Quem tem filhos adolescentes ou jovens vai se identificar muito com esse texto e acho que é uma boa forma de parar e repensar a presença do mundo virtual em nosso dia a dia! 
Leiam e deixem suas opiniões ! 

" Olá a todos!
Eis a ideia para vocês refletirem ao longo da semana: “temperança e mídias sociais”.

Com o número cada vez maior de mídias sociais, como Facebook, Twitter, e-mail, whatsapp, Instagram etc, por um lado devemos agradecer o aumento da facilidade de comunicação mas, por outro lado, devemos ficar atentos para que essas mídias não nos dominem.


Aristóteles, há milhares de anos, já falava da importância da virtude da temperança. Essa virtude tem como objetivo proporcionar-nos o reto uso dos bens materiais e imateriais. Essa virtude nos fala que tudo o que é bom, mesmo sendo bom, tem uma medida certa. Comer é bom, é um bem, porém comer demais não é bom, assim como comer menos do que o necessário. A virtude está no equilíbrio.


O mesmo podemos dizer das mídias sociais. Não há dúvida de que são um bem, que vieram de uma forma ou de outra para ficar, que seu uso pode trazer uma série de benefícios. No entanto, como em tudo, devem ser objeto da virtude da temperança, seu uso deve estar dentro de um equilíbrio.


É sempre interessante lembrar o que o uso imoderado dessas mídias pode acarretar. Cito alguns exemplos:


- viver mais uma vida virtual que real;


- estar em casa e não dar atenção aos familiares, marido, esposa, filhos, irmãos, pois ficamos navegando nessas mídias; cada vez mais recebo queixas de maridos e esposas, por exemplo, sobre o fato de seu respectivo cônjuge passar muito tempo mexendo no celular, navegando na internet etc;


- prejudicar a amizade, o respeito com o próximo dando mais atenção ao celular do que à conversa com um amigo; cada vez mais vemos amigos, amigas num bar e todos respondendo ao whatsapp, postando fotos no Facebook, no Instagram etc;


- diminuir o tempo de trabalho, de estudo, de leituras importantes (jornal, livros de literatura etc);


- fomentar a vaidade vendo a toda hora se estão nos “curtindo” ou não etc.


Vamos aproveitar para fazer um exame de consciência:


- tenho sido moderado no uso desses meios de comunicação?
- tenho dado a devida atenção aos meus familiares, principalmente ao marido, à esposa e aos filhos?
- tenho faltado ao respeito para com alguém conversando e olhando para o celular?
- tenho diminuído o tempo de trabalho, o tempo de estudo?
- tenho tido uma vida mais isolada dos outros, mais virtual?

Um tempo atrás fiquei sabendo de um americano que fez o propósito de ficar um ano off-line por uma série de motivos. No seu último dia antes de ficar sem internet, ele escreveu: “Se eu conseguir sobreviver a essa separação, vou fazer isso por um ano. Sim, estou falando sério... Eu não vou usar a internet na minha vida pessoal nem no trabalho, e não vou pedir a ninguém que faça isso por mim”. No final de um ano, comentava: “Sinto que fiz um bom balanço sobre o uso da internet na minha vida. Ela tem estado muito presente na minha vida na última década, tem me feito passar mais de doze horas por dia em um terminal conectado à internet (laptop, iPad, Xbox), sem contar todo o tempo fora do trabalho em que meu smartphone me furtava a atenção. Agora eu quero observar a internet com distanciamento. Agora com esta experiência de um ano off-line pude ver com mais claridade que aspectos no seu uso são verdadeiramente valiosos, quais são distrações e que partes estão levando a corromper minha alma”.


Não digo que todos nós façamos algo parecido. Sugiro, isso sim, a temperança, a virtude da temperança, o equilíbrio.


Que sempre estejamos atentos a tudo aquilo que nos tira do verdadeiro foco da vida.

Uma santa semana a todos! " 

Pe. Paulo M. Ramalho




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5 comentários:

Anônimo disse...

Eu mesma nesse momento estou com a corda no pescoço para entregar umas revisões de texto na faculdade, entre outras coisas importantes no trabalho mas tudo está saindo mais lento pq dou uma "paradinha" toda hora para ver algo na internet que é puro entretenimento, é uma luta dentro de mim.

Anônimo disse...

Concordo Andrea, eu acho que o mundo inteiro está viciado na internet e em outras midias sociais.
Temos que olhar mais a vida, e dar mais atenção aos que nos cercam.
Moderação á solução .
Bjs
Fredy

Anônimo disse...

Excelente texto!Não podemos negar que as mídias sociais facilitam e muito a comunicação com quem está longe!Como exemplo,recebo diariamente fotos de um priminho que nasceu em outubro passado e,mesmo virtualmente,"acompanho" o crescimento dele.Mas há de convir que a internet em excesso atrapalha o relacionamento com quem está perto.Meu marido mesmo,de vez em quando (quer dizer,99% das vezes,kkkkkkk) pede para eu largar o celular!

Lilian Habib disse...

Texto muito bom,vale muito a pena ler!!!

Anônimo disse...

Excepcional texto, Andre.Vivemos num mundo que parece mais de "zombies".Vejo jovens grupos em restaurantes, cada uma com seu celular e, conversa entre eles e non existent....Aqui nos Estados Unidos ate um adolescente foi morto por se recusar a desligar o celular em um cinema.Claro que este pais e dos "doidos" por armas etc....Para integrar dentro deste texto maravilha, AONDE ESTA A EDUCACAO????
Beijos Tatiana

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